Muitos nos perguntam de onde vem o nome do blog, qual inspiração. O mais importante é saber que veio do livro e filme, estrelado por Colin Farrel e Salma Hayek e escrito por John Fante chamado Ask the dust ( Pergunte ao pó ). O resto é história…
John Fante
O escritor ítalo-americano John Fante nasceu no Colorado, em 1909. Sua carreira literária começou em 1929, mas só conseguiu publicar seu primeiro conto em 1932, na The American Mercury. Seu primeiro romance, Espere a primavera, Bandini, saiu em 1938. Logo após, no ano seguinte, publicou Pergunte ao pó. Em 1940 saiu uma coleção de contos, denominada Dago Red, que se encontra reunida agora no livro O vinho da juventude. Fante também ocupou-se com roteiros de cinema para Hollywood – vale conferir o sugestivo “Walk on the wild side” (Pelos bairros do vício).
No ano de 1955 Fante começou a sofrer por causa da diabete, que o levaria à cegueira em 1978 – o que não o impediu de continuar a criar, ditando sua prosa para a sua companheira Joyce. Aos 74 anos, bastante convalescido, bateu as botas. Lida em perspectiva, a obra de Fante é um registro do rápido século XX que encontrou nos Estados Unidos uma mistura frágil de ambição e desilusão, concentradas na idéia da luta pelo progresso e pelas oportunidades individuais que se potencializam mutualmente: quanto maior o fracasso, maior o desejo de seguir à frente, a qualquer preço.
Suas Obras são escritas em ritmo de alta velocidade, num calor próximo às apresentações jazzísticas da época. Assim também nós fazemos a sua leitura. Nesse sentido, ele anuncia o que viria a ser a prosa e a poesia da Geração Beatnik.
Bibliografia:
. Espera a primavera, Bandini ( 1938 )
. Pergunte ao pó ( 1939 )
. Dago Red ( 1940 )
. Full of life ( 1952 )
. Bravo, Burro! ( 1970 )
. The brotherhood of grape ( 1977 )
. Sonhos de Bunker Hill ( 1982 )
. 1933 foi um ano ruim ( 1985 )
. Rumo a Los Angeles ( 1985 )
. O vinho da juventude ( 1985 )
. A oeste de Roma ( 1986 )
. Prologue to Ask the Dust ( 1990 )
. The big hunger ( 2000 )
. The Bandini Quartet ( 2004 )
Geração Beatnik
Estar em movimento.Eis o principal objetivo da Geração Beat, grupo de jovens intelectuais americanos que, em meados dos anos 50, cansados da monotonia da vida ordenada e da idolatria à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram, regados a jazz, drogas, sexo livre e pé-na-estrada, fazer sua própria revolução cultural através da literatura.
Muito da estrutura desse movimento é atribuído a Jack Kerouac tido como principal escritor queria que o termo tivesse o mesmo significado de beatitude. Muitos escritores e estudiosos atribuíram o termo à influência do jazz e suas novas gírias.
Em 1957, Kerouac lança On the road, marco da geração ganhando notoriedade da mídia que momentos mais tarde saturou o movimento com exacerbada atenção. Apesar de defasado, a filosofia do movimento atingiria a cultura dos jovens da década de 60 até culminar nas primeiras comunidades hippies.
A geração Beat foi composta basicamente por homens, que podiam ou não manter relações sexuais entre si, fato, porém, de secundária importância, uma vez que o principal objetivo desses escritores era estar em conjunto, desfrutar de parceria nas viagens, tanto físicas quanto psicotrópicas. Pode-se dizer que esse prazer de estar entre amigos, essa espécie de prolongamento do sentimento colegial de fazer parte de uma turma, de estar para sempre entre grandes camaradas foi a tônica do discurso literário, o leitmotiv de toda a Geração.
Os principais expoentes da Geração Beat e suas obras :
. Jack Kerouac – Pé na estrada (On the Road, 1957);
. William Burroughs – Junkie (1953) e O Almoço nu (The Naked Lunch, 1959);
. Allen Ginsberg – O uivo (Howl, 1956) e Kaddish (1960);
. Gregory Corso – “Marriege” (1960);
. Gary Snyder – Riprap (1959).
Por André Chaves e Daniel Ruscio