. BEM-VINDO A SÃO PAULO, de Amos Gitai, Maria de Medeiros, Wolfgang Becker e outros diretores (Brasil, 2006). A idéia era revelar ângulos da metrópole sob a óptica de diretores estrangeiros, a maioria vinda a São Paulo como convidados do evento cinematográfico. Cada um faz o que quer – tudo costurado por crônicas de Cakoff, narradas por Caetano Veloso. Há desde um minúsculo curta sobre letreiros (do espanhol Max Lemcke) até uma, vá lá, inusitada tomada da atriz Maria de Medeiros para o cruzamento das avenidas São João com Ipiranga – na qual ela cantarola, óbvio!, Sampa. Um episódio, ao menos, compensa as observações estereotipadas do americano Jim McBride (sobre a arquitetura deteriorada) e do palestino Hanna Elias (um insípido registro do ensaio da Vai-Vai). É a carioca Daniela Thomas, parceira de Walter Salles em Terra Estrangeira, quem melhor capta o espírito paulistano em emocionante enfoque sobre o Minhocão – congestionado durante o dia, vazio na madrugada e tomado por pedestres e ciclistas aos domingos (100min).
. LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS, de Judd Apatow (Knocked Up, EUA, 2006). Comédia. Aqui, o título diz respeito ao casal Alison (Katherine Heigl) e Ben (Rogen). Eles passam uma noite juntos e a transa sem compromisso torna-se um pesadelo. Grávida, a ambiciosa Alison recebe a reprovação da irmã e do cunhado (Paul Rudd). Já Ben, um irresponsável que ainda vive na adolescência, é criticado por seus amigos (129min).
. A MASSAI BRANCA, de Hermine Huntgeburth (Die Weisse Massai, Alemanha, 2005). De férias no Quênia com o namorado (Janek Rieke), ela decide jogar tudo para o alto ao se sentir atraída pelo guerreiro Lemalian (Jacky Ido), líder de uma tribo massai. Entre outras excentricidades, o povo de lá bebe leite com sangue (131min).
. ROGUE, O ASSASSINO, de Philip G. Atwell (War, EUA, 2007). O vilão Rogue consegue se esconder por três anos, mas ressurge para iniciar uma guerra sangrenta entre mafiosos chineses e japoneses nos Estados Unidos. Com John Lone (103min).
Por André Chaves