O verão… Ah o verão! O que foi visto nas Semanas de Moda tanto no Rio de Janeiro quanto em São paulo foram apostas diversas. Como Glória Kalil denominou na sua resenha sobre a temporada, o verão não aponta novas tendências e sim novos rumos. Exemplificando fica melhor de entender começando pela cartela de cores que vai do neutro às cores ácidas. É extenso também o universo que se pode caminhar nesse quesito, é aí onde as apostas começam. O nude é a cor que melhor representa os neutros e pode ser entendido como o novo preto. Das cores mais vivas sobressaem o amarelo e o azul profundo que aconteceram em várias coleções. Os tons flúo que envolvem o pink acontecem como uma vontade forte de abraçar o movimento oitentista.
Aliás é esse movimento que denomina formas, com ombros salientes, volumes e shapes soltos, de cintura alta e marcada. Os anos 80 ainda acontecem nos enfeites como nas bijoux statement para dar bossa aos looks. Ainda da década do exagero tiramos a alfaiataria que traz paletós bacanas, mais democrática e mais moderna, acontecem desconstruídas em várias marcas e serve tanta para o masculino quanto para o feminino. Pense em fragmentos de alfaiataria adicionados a peças mais atuais. Em contraposição tem a forma “armadura” que acontecem com volumes inesperados em peças mais rígidas.
O sexy dos anos 80 voltam com força total num clima mostra/esconde onde a transparência de tecidos fazem toda a diferença. Daí saem tricôs finíssimos, organza, tule… A transparência ainda serve para abafar brilhos exagerados e criar sobreposições. Os brilhos também tem parte importante nesse verão em forma de bordados em peças inteiras ou em detalhes. As franjas, mesmo que tímidas também aparecem dando movimento aos looks, em canutilhos ou cortadas a laser em tecidos. Para o masculino o que mais se viu foram sobreposições, bem bacanas que resumem o estilo masculino em looks de camiseta + paletó + bermuda + tênis.
Menina dos olhos na década de 80, o linho ganha destaque nessa temporada e vai mais além ganhando processos bacanas que deixam o tecido com aspecto acetinado ou com ares de “tecido com memória”, aqueles que são amassados tecnologicamente e que não perdem o amassado depois de lavado. Aliás, esse processo não acontece só no linho como também em outros tecidos, já influênciados pela coleção da Prada.
Volumes são também a menina dos olhos da temporada, seja chapados ou inflados eles redesenham o corpo. Valem os bons exercícios com tule e tecidos plissados que dão forma às peças. Para contrabalancear, as leggings acontecem para contrapor a equação volume x justo. Como peça-chave do verão estão os macacões e macaquinhos, tanto para homens quanto para mulheres, inteiriços e mais levinhos para curtir uma tarde ensolarada.
O jeans é lavadinho, com processos bacanas como o rosado da Cantão ou o dourado da Colcci. Que apontam para novas tecnologias. O shape assume definitivamente a estética boyfriend em modelagem mais larga e confortável.
A praia é democrática. Tem biquínis maiores e menores, maiôs com apicação de metal, babados e processos novos e… recortes! São eles que dão a bossa nesse verão onde decotes e shapes ganham recortes inesperados.
Agora fica mais claro entender o que Glória quis dizer em seu post sobre a temporada, onde nada é criado e tudo se recicla com estética exagerada dos anos 80 e muita bossa brasileira. Não são novas tendências, mais novos rumos no caminho da arte de se vestir.
Os 10 melhores pelo Ask The Dust:
- Osklen
- Lino Villaventura
- Ronaldo Fraga
- Isabela capeto
- Auslander
- Colcci
- Filhas de Gaia
- Lenny
- Espaço Fashion
- Cláudia Simões
Por André Chaves