De volta ao mundo virtual depois de uma mini-férias dentro das férias na calorenta Pernambuco. Voltei com muita energia boa para o novo semestre, cheio de axé e idéias frescas na cabeça. Minha louca saudade da blogosfera se encerra aqui nesse post, e se puder sinta um gostinho de água de coco e um bocado de toda a intensidade de Recife, que muito bem se mistura com as cores de Olinda.
(Derlon Almeida “ao vivo” com muitas cores)
Antes mesmo de partir já tentava me familiarizar com o destino dessa aventura ilimitada. Conferi aqui mesmo pelo Rio de Janeiro o ótimo trabalho de dois pernambucanos como publicado nesse post e aqui também.
Os muros ocupados por Derlon Almeida são surreais de tão lindos, assim como outros exem
plos colhidos em Olinda e pelo bairro CDU onde fiquei alojado. Esses muros são um pedacinho minúsculo do que foi essa experiência regada com muito maracatu, afoxé, azeite-de-dendê e uma deliciosa receptividade local.
(Memorial do rei Luiz Gonzaga, MSC e escultura de mestre Vitalino)
Em Recife conheci também o Museu de Arte Popular (MAP), que dedicava uma bela homenagem ao ícone nordestino Vitalino Perreira dos Santos ou mestre Vitalino, que completaria 100 anos em Julho, o sensacional Memorial Chico Science (MSC), e o Memorial Luiz Gonzaga ambos no Pátio de São Pedro que ferve bastante ao anoitecer.
(Pátio de São Pedro e Igreja do mesmo santo que batizou o endereço)
Olinda consegue misturar tudinhoe mais um pouco e te preza manhãs, tardes e noites maravilhosas, com blues, chorinho e um luar deslumbrante sobre as ruínas do passado. Passado esse que mexeu profundamente com minha veia historiadora, que não cansou de se perguntar milhares de vezes quantas histórias e transformações no Brasil aquele povo, aquela natureza, casas e pedras já passaram e sentiram.
Ainda que desolador o abandono e o descaso dos orgãos públicos com os monumentos que ajudam a esclarecer esse passado, a magia e o calor sensual que correm naquela brisa inesquecível apagam qualquer sofrimento histórico da mente, te conduzindo por horas sem rumo algum pelas ruas de pedras e casas coloridas saltando aos olhos de qualquer turista desavisado.
(Cores de Olinda e a Igreja do Convento do Santo Antônio do Carmo, que por incrível que pareça também abriga a sede do IPHAN de Olinda)
É promessa, dívida, registro, patuá… Não demora muito eu tô de volta! Preciso muito voltar!
Por Jovian Vianna