Roberto Cavalli
Roberto Cavalli ajeita mudanças em sua coleção-chefe e deixa uma dúvida no ar: onde foi para o DNA mulherão das outras coleções? Com muita sobreposição de peças soltinhas, florais e perfume masculino a mulher da marca se muda para o campo. Não acho que tenha sido uma boa maneira de renovar a imagem da marca, os looks parecem envelhecidos demais e largos demais. Da melhor série fico com os vestidos de noite que ganham comprimento mídi, volume na barra e textura de flores que enfeitam as peças. Os looks com pegada masculina ganham um quê incoerente na coleção da marca assim como as sobreposições excessivas que em nada parece traduzir o desejo da clientela.
Gucci

Esqueça a onda folk que tomou conta da Gucci algumas estações passadas. Frida Giannini investe na imagem construída por Tom Ford, quando ainda era diretor criativo da marca e apresenta um show onde o sexy tem vez. São ótimos os vestidos curtos que ganham recortes, estampas gráficas, pedaços de tecidos entremeados e bordados. Mas o que mais me chamou a atenção foram os looks onde jaquetas e calças esportivas de cintura alta convivem pacificamente. A mulher Gucci olha para o futuro que fica evidente nas piradas scifi propostos pela estilista em peças que ganham texturas. Deu certo! A marca perde a meninice que vem mostrando e retoma o posto de mulher sexy, que já estávamos acostumados a ver, mas de forma autoral da estilista.
Emilio Pucci

Peter Dundas estréia na direção criativa da marca em temporada onde a Pucci mais se relaciona, o verão. Os looks que remetem a Capri, onde a marca foi criada, ainda estão presentes como calças capri e vestidos longos esvoaçantes assim como as estampas bem elaboradas (que dessa vez tem inspiração no fundo do mar) que se espera ver num desfile da Pucci. O pulo do gato de Peter Dundas foi adicionar uma veio mais rocker e que agradou. Muitos looks são em tecidos liso mas ganham em decotes profundos, recortes abusados e estrutura mais rígida (que acontece nos blazers). Vale prestar atenção também no ótimo tarbalho de modelagem do beachwear com recortes e assimetrias bacanas. Foi um bom começo para o estilista.
Versus

Muito já se falava da volta da Versus, segunda marca da Versace, pelas mãos de Christopher Kane. Os 23 looks mostrados em forma de instalação apresentaram vestidos mais simples do que os desfilados pela marca mãe porém com os mesmos artifícios de recortes, comprimentos curtos e fendas (ainda que em menor escala). Em preto, vermelho e ocre, os vestidos tem cara jovem, como se espera da Versus, mas deixa um pouco a desejar.
Por André Chaves