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Ask The Dust - moda, cultura, comportamento

Hoje Tem: Festa 29/01/10

Ask The Art 29/01/10

Ilustrações por Bianca Tupinambá

Nesse mês de janeiro tivemos o prazer de acolher no Ask The Art uma ilustração de Bianca Tupinambá. Adoramos a Carmen Miranda estilizada feita por ela e, digo mais, Bianca tem trabalhos incríveis. A boa notícia é que ela vende suas ilustrações e telas todas com um viés em comum que permeia o seu material. Carioca, Bianca também trabalha em parceria com a marca Homem De Barro, a Fixi Comunicação e o WeLoveModels e aflorou seu talento (pois descobrir não seria a palavara certa nesse caso), vendo o trabalho do namorado, o cartunista Adam Rabello.

Criatividade é o que não falta em seu trabalho e ela chega a produzir seis desenhos por semana e agora abriu com um amigo designer a marca Co-lapso que vende tênis e sapatilhas com suas ilustrações estampadas.
Vale a pena dar uma espiada em seus desenhos no site www.vejoemcores.com.br e no produto da Co-lapso no endereço www.zazzle.com.br/co_lapso.

Sapatilha e tênis Co-lapso

Para maiores informações e contato direto, segue o e-mail: vejoemcores@gmail.com

Talento e criatividade ela já tem, só nos cabe desejar sucesso, muito sucesso!

Por André Chaves

Hoje Tem: Buati 29/01/10

Boca em Dia 28/01/10

O sol do verão pode deixar seus lábios mais ressecados, é por isso que eu descobrir um lip balm incrível da estilista espanhola Agatha Ruiz de la Prada. 

Ele não é novidade e já está sendo vendido faz tempo e no Brasil nas lojas da Renner.e em algumas farmácias. Com uma latinha fofa, com desenhos coloridinhos que lembram o trabalho da estilista os lip balms acontecem em 5 cheirinhos de frutas: maracujá, mamão, framboesa, kiwi, cereja e tutti frutti.

O produto não tem gosto de nada e você consegue encontrá-lo por R$19,90 nas lojas e acredite, vale o custo/benefício.

 

Por André Chaves

Hoje Tem: Shh! 28/01/10



Nesta quinta-feira a festa conta com:
Mary Di no canal 1
José Camarano e Xande no canal 2
Goo & Billy, The Kid no canal 3

RS15 na lista até 0h
R$20 até as 3h

Há também intervenções da “macacada” marcada para esse domingo, dia 31/01, na Lagoa em frente ao pedalinho ás 18h.

Por André Chaves

Os homens de Milão 28/01/10

D&G, Versace e Prada

 

Os desfiles maculino em Milão coincidiram com os desfiles da São Paulo Fashion Week. Sem muitas inovações as formas se desdobram no clássico e ganham shapes mais folgados quando entram tecidos e toda uma estética mais esportiva e shapes mais justos quando entra a veia é mais rocker. Vale destacar o bom trabalho com peças esportes, explorando o náilon em sua mais variada forma e os casaco com linguagem mais street e looks com profusa sobreposição nas marcas Emporio Armani e D&G, marca jovem da Dolce & Gabbana que em sua marca homônima preza pelo conforto em peças de corte mais simplificado e tecidos mais naturais como o algodão e o tricô. 

Há um quê de montaria nas calças mais largas ou com reforço nos fundos além da inspiração de calções antigos na coleção de underwear da marca. Tons terrosos como marrom e cáqui completam o pacote. O veludo também dá pinta nesse guarda-roupa em versão coteçê na Dolce & Gabbana, mas não foi o único lugar onde ele aconteceu, e lá vai ele na Roberto Cavali porém, seu melhor momento acontece na coleção correta de Frida Giannini para a Gucci onde o tecido vira ternos ajustados e calças que ganham um brilho todo especial.

 

Dolce & Gabbana, Emporio Armani e Gucci

A alfaiataria mais correta e precisa e ponto pacífico em todas as coleções mas em especial o corte da Gucci tem um quê mais clássico e se inspiram em peças de alfaiataria antigas. E falando de uma das vantagens do veludo, o brilho acontece também para os homens. E há propostas mil: plástico na DSquared2, acetinado na Gucci, tramado na Roberto Cavalli e high tech na Versace. As estampas melhor acontecem na Roberto Cavalli que se vale da mistura de tecidos, texturas e padronagens para desenhar seu inverno de peças mais ajustadas e corretas.

Até paletós e calças entram na dança da estampa e convivem num mundo entre listras e xadrezes, brilho e fosco. Outro que se fortaleceu na estamparia foi Alexandre McQueen em coleção 100% estampada em caráter uniforme de camuflagem. Alexander insinua uma saia que não chega a ser um kilt mas que também não são tão curtas quanto as da proposta da Prada em coleções passadas.

A Versace com seu futurismo high tech, couro e peças justas. Donatella Versace acerta em cheio ao redesenhar seu homem que já, possivelmente, vive no futuro e deu super certo a equação camiseta com estampa lisérgica + calça de couro. A estilista dá um gás à marca com as construções mais rígidas em jaquetas de couro e camisetas com tramado de tecido tecnológico. Há a incidência do tricô (que acontece melhor, nesse inverno, nas versões mais fininhas fazendo sobreposição), e dos metalizados em alguns momentos.
Destaco também a DSquared2 que mistura rock com Hockey e se saí melhor no lado roqueiro de ser do que no esportivo. A marca já definiu bem sua estética e fica evidente no combo camisa branca + gravata + suéter de tricô fino + jeans. Essa fórmula é ainda a que mais dá certo e o barato é ver os irmãos que desenham a marca reinventando novos jeitos de usar essa fórmula já conhecida.

 

Alexander McQueen, DSquared2 e Roberto Cavalli

O top de Milão fica com a Prada e os exercícios sutis propostos por Miuccia que nesse inverno investe em sua própria linguagem para criar clássicos revisitados. A estilista se mostra contemporânea ás tendências com camuflado escrachado em estampa e que depois ganha novas cores despedindo-se do tradicional, boas sobreposições de tricô com tricô além de casacos com a trama que lembra um robe mais curto, casacos mais austeros e clássicos de inspiração leve militar no abotoamento duplo e comprimentos maiores. A novidade são camisas, cardigãs e suéteres mais curtos e justos que sobrepostos à camisaria acabam por criar novas imagens de moda, deu certo.

Por André Chaves

Terra Carnavalis Brasilis 27/01/10

O Carnaval 2010 promete e muito para a o Rio de Janeiro. Um exemplo é a 2° edição do Rio Music Conference um dos mais importantes do mundo, assim como a Winter Music Conference (WMC), que inspirou o evento carioca se dividindo como no último ano com workshops e festas incríveis. 

O Carnaval eletônico rola entre os dias 10 e 16 de fevereiro tendo como locação a querida e para alguns perfeita Marina da Glória, um time com os maiores DJs nacionais e internacionais em 5 dias de festas, além de palestras e

workshops com os melhores profissionais do mercado como Jonny Miller, DJ, produtor e professor do Point Blank, considerado o melhor curso de tecnologia musical do mundo para falar sobre produção musical, masterização e mixagem. 

Aqui no Ask The Dust teremos convites para os

workshops e para as festas. Acompanhe nossas atualizações e concorra por um Carnaval-off totalmente inesquecível.

Por Jovian Vianna

O Gig está de volta 27/01/10

Foi só por um tempinho que passou. O Gig, lounge bacaninha que acolhe os melhores drinks do Rio de janeiro no momento está de volta. E reabre com novidades, nessa sexta-feira ( 29/01 ) rola a instalação “Barriga de baleia” de João Machado. E não acaba aí, os 50 primeiros ganham taça de Chandon para comemorar o retorno e muitos dias de sucesso que ainda virão. A entrada é franca. 

GIG
Rua Visconde de Pirajá, 437, sobreloja
Ipanema

Por André Chaves

Inverno 2010 – Encontros e Desencontros 27/01/10

Ellus, Juliana Jabour, Alexandre Herchcovitch, Giulia Borges, Fórum Tufi Duek, Auslander, Reinaldo Lourenço, Redley, Coven, Espaço Fashion, Printing e Têca

 

Estamos, acreditem, em era difíceis onde o estilo fica cada vez mais pessoal e a moda, como produto e informação, se pluraliza cada vez mais. Aqui no Brasil, para o próximo inverno, temos de um lado um Fashion Rio fraco, com propostas arrastadas que ainda beiram a temática dos anos 80 e ainda se utiliza de elementos da década para desenvolver suas visões futuras. 

Do outro lado temos São Paulo que se mostra mais adiantes nas idéias e enxertando, mesmo que sutilmente, um anos 90 mais clean, mais limpo de excessos, mais puro. Mas ainda que partindo de linhas quase opostas existem elementos que se combinam entre si e é a partir daí que se pode fazer uma análise (mesmo que pseudo) parcial.

Comecemos pelas formas, mais soltas nessa temporada elas deixam de ser fluidas e ganham rigidez seja com material usado nas peças (couro, tricô), seja por armações nas suas construções. As mangas, nessa temporada ganham atenção especial e são trabalhadas, com formas variadas, aplique de correntes, tachas, brilhosas, quadradas elas são feitas para chamar a atenção. E chamam mesmo, até a manga presunto dá uma pinta nesse inverno em vestidos mais curtos.

E falando em comprimento, ás vezes parece que nem é inverno e a ordem é colocar as pernas de fora, em vestidos míni, com meias dos mais variados materiais contanto que colorida (as de látex de Juliana Jabour que o diga).

O tricô ganha brilho em sua trama e o lurex moderniza looks com a técnica. É na verdade a temporada do fio que ficou famoso nos anos 70 e que transforma fácil regatas básicas em peças que vão à noite. Nessa temporada aliado ao lurex estão as texturas com pêlos e há bons caminhos, quando aparecem, em tecidos como veludo, lã fria e o prório ticô que despenteado forma uma textura tipo pelúcia. Os melhores momentos do tricô está nas idéias da Coven e na execução de Lucas Nascimento que estreou no Fashion Rio com propostas confusas porém mostrando ser um conhecedor na área.

E falando de brilho, fala-se também de bordados, que dessa vez acontecem profusos em forma de spikes (Animale), tachas (Auslander), paetizados (Jefferson Kulig), correntes e adornos de metal (Cantão) e pedraria (Alexandre Herchcovitch). Eles humanizam looks que batem de frente com a estética futurista que dá o ar de sua graça em algumas marcas mas não emplaca. O handmade ganha espaço mais uma vez e a hora é de brilhar.

Tachas e spikes aparecem numa estética mais punk no jeanswear em lavagem escura onde os melhores momentos acontecem na tecnologia da Ellus, que através de uma resina dá ao tecido um aspecto de couro, ficou incrível e já nasce hit dessa temporada. As boas tentativas de patch de lavagens da Cantão brincando com claro/escuro de um mesmo tom de azul que viram blocos geométricos e até arebescos de inspiração árabe e as boas peças feitas de tiras do tecido desfiladas pela Animale.

Um fato curioso: ainda que há calças do tipo skinny, o bacana, parece, é usar as peças mais soltas, jeanswear com cara 90′s e me arrisco a prever o provável início de um retorno da matemática calça jeans + camiseta. Há uma estética do sexo como provocação no uso de elementos de lingerie como o silicone, os recortes, as transparências, os acetinados que remetem á um pornô chic á la Helmut Newton. Nesse quesito Alexandre Herchcovitch mostrou seu talento e sua perspicácia como trabalho de corpo na ótima coleção para a Rosa Chá.

Em confronto a esse espírito libertário acontecem fagulhas do estilo militar. Mais austero e correto ele passeia pela alfaiataria com casacos de ombros sérios, elementos da farda desconstruídos ou em releituras e bolsos, muitos bolsos num retorno claro do utilitário. As cores acompanham o militarismo e o nude evolui para os terrosos e tons típicos de inverno como areia, bege, marro, vinho culminando no verde militar.

O lance agora é deixar ponto de cores para acessórios, meias ou sapatos. Nessa temporada também vimos muitas marcas apostando muito na tecnologia. Algumas mais safas, outras ainda inexperiente vimos látex, silicone, chamois, náilon em novas estéticas. O neoprene emprestado do surfwear ganha ares street nessa temporada e sua rigidez proporciona novos volumes. Valeu a pena, marcas como a Redley conseguiram ótimos resultados em suas pesquisas tecnológicas e seus recortes anatômicos. Aliás, os recortes acontecem com tudo se formando através do retalhamento das peças eles mixam tecidos e texturas diferentes além de aderir um ar esporte ás peças.

Entre uma cartela de apostas diversas fica difícil, e cada vez mais démodé, apontar uma direção certa. Hoje em dia é sabido que o estilo é mais importante do que o termo moda. E estilo é aquela velha história, cada um tem o seu. Creio que fiz o que me cabia ao enumerar elementos que mais aconteceram e se fortificaram desfile após desfile. Análises mais profundas acabam sendo irrelevantes numa época como essa onde cada um cuida do seu cada um.

As escolhas do Ask:

- Alexandre Herchcovitch (feminino e masculino)
- Reserva
- Neon
- Fórum Tufi Duek
- Patachou
- Reinaldo Lourenço
- Giulia Borges
- Juliana Jabour
- Maria Bonita
- Redley

Por André Chaves

MAMinha… 26/01/10

Carlos Vergara > Sem título, 2009 – Série Carnaval

 

No domingo de Fashin Rio enquanto o Duster André Chaves ficava pelo Píer Mauá cobrindo desfiles para o Inverno 2010, eu aproveitei a carona e fui de encontro ao Museu de Arte Moderna para dar o confere na linguagem gráfica do artista Carlos Vergara, ler o e-mail-rompimento que Sophie Calle recebeu e ainda apreciar o ótimo trabalho do francês Gérard Fromanger. 

 

Chegando ao MAM a primeira surpresa foi o preço que pulou de R$5,00 a inteira para R$8,00, provando que não é só o Museu Nacional de Belas Artes que aplica essa cobrança absurda. Uma segunda surpresa não demorou mais de 10 minutos para se revelar: eu era ou parecia ser o único carioca dentro do museu, ao meu redor duplas, trios, grupos e famílias de americanos, franceses, alemães e claro muitos japoneses. A terceira furada foi conferir o evento que se armava na Varanda do MAM e o seu infernal teste de som. 

Deixando de lado as nacionalidades a primeira e mais esperada expo que conferi foi

Carlos Vergara: a dimensão gráfica – uma outra energia silenciosa, que reúne mais de 200 trabalhos realizados pelo artista dos anos 1960 até hoje, com a linguagem gráfica como fio condutor em toda a sua trajetória de diversas maneiras como monotipias, gravuras, desenhos, 3D, fotografias e filmes. A curadoria é do professor George Kornis e você tem até o dia 14 de março para dar seu confere. 

Depois fui ver

Cuide de você da francesa Sophie Calle que era de longe a mais movimentada e onde finalmente encontrei um grupo de paulistanos falando em minha língua. Sophie recebeu um clássico pé na bunda do escritor Grégoire Bouillier e mandou a fonte despacho para várias mulheres diferentes pedindo para que cada uma a interpretasse à sua maneira. Logo na entrada uma cópia do e-mail é entregue junto de um caderno com a tradução de todas as outras. 

Por último subi para conferir a exposição Gérard Fromanger – A Imaginação no Poder que tem curadoria da francesa Anne Dary e reúne um ótimo acervo desse ícone da nova figuração francesa até o dia 31 de janeiro e com um brinde todo especial para colecionadores de papel como eu.

 

Comment dites-vous, 1973 está entre as opções de cartaz brinde para escolher e levar

 

Falta ainda contar que assim que subi para o terceiro andar um cheiro muito forte e ruim de toscana na brasa inebriou todo o ambiente, e quando olhei para a varanda citada acima um mega-churrasco estava armado e recebendo seus convidados com um som nada agradável para curtir uma ótima expo. Se eu não entendi até agora o que se passava, os gringos que me rodeavam e olhavam para o que estava acontecendo muito menos.
O diretor Luiz Schymura e o curador Luiz Camillo Osório tenho absoluta certeza que não faziam parte dos festejos e o que sobra na memória afetiva e olfativa de aromas e lembranças dos visitantes é a imagem de uma bela sacanagem muito bem feita. 

Por Jovian Vianna

Direto do Fashion Business 26/01/10

Pingente Máscara prata oxidada com zircone R$460 e pingente Redentor brilhante ao anoitecer R$680 na Jota Design

 

É do Fashion Business que conhecemos as peças de Ana Paula Vivacqua que se inspira no melhor do Rio para criar a coleção Paisagens Cariocas. Elementos cariocas como máscara de carnaval, Cristo Redentor e até as curvas sinuosas do calçadão de Copacabana viram jóias lindas feitas em ouro, prata, zircone e pedras como diamante. Há uma homenagem a Bossa Nova na coleção homônima e músicas como Insensatez de Viníciu de Moraes e Tom Jobim tem suas letras reinterpretadas pelas mãos de Ana Paula. Aliás, hoje (25/1) comemora-se o aniversário de Tom Jobim e o Dia Nacional da Bossa Nova como homenagem ao maestro. As peças estão á venda na Jota Design 

Jota Design
Shopping da Gávea – 3° piso

Por André Chaves

Campanhas Que Amamos 25/01/10

Madonna pagando de dona de casa não convence muito mas na campanha para de verão 2010 da Dolce & Gabbana a cantora vestiu o papel em fotos de Steven Klein. A coleção da marca que olha para suas raízes italiana tem em Madonna sua musa. Aliás, Madonna além de ter um passado com os dois estilista foi a musa inspiradora da primeira fragrância homônima da Dolce & Gabbana.


Por André Chaves

André Lima 23/01/10

Especializado em peças de festa, André Lima acerta em cheio nessa coleção indo contra a todos os modismos lançados durante os desfiles que aconteceram. Com uma moda autoral o estilista abusa de vestidos curtos e justérrimos com recortes e assimetrias de tecidos que mistura lisos com xadrez, com listrado, com estampados numa espécie de colagem sobre o corpo.

André também trabalha as mangas em versões gigantes em alguns vestidos assim como volumes como no vestido verde que é simplesmente lindo. Estruturas acontecem tanto no corpo de alguns vestidos sem manga como nas mangas de um blazer preto. O foco é a mistura de tecidos com recortes na construção das peças com vários artifícios como drapeado, amassado, enrugado para criara novas formas. Os longos são menos desejáveis numa coleção onde os curtos dominam.

Por André Chaves

Do Estilista 23/01/10

Com amigos na passarela Marcelo Sommer dialoga sobre a forma de adaptação do homem em situações precárias. É por isso que as roupas apresentadas tem um ar mais sujo e desgastado sinalizando as combinações que se faz quando se tem pouco. É uma coleção forte que mexe com volumes e uma alfaiataria em versão mais destroyed.

Sommer se vale das sobreposições em caráter forte nessa coleção além do xadrez que acontece em paletós ajustados e na camisaria. O brilho acontece no vestido amassado em ouro meio envelhecido e sujo. O estilista utiliza couro com aspecto de couro de crocodilo em saias assimétricas e boas jaquetas. Além disso a estampa de macacos que acontecem nos casacos de inspiração canguru são ótimas. Vale o shape mais solto proposto nesse inverno com chemises largos e o jeanswear com cara de degastado.

Por André Chaves

Reserva 23/01/10

Nesse inverno a Reserva dá uma reviravolta em seu estilo, aquele ar praiano, carioca que permeia as coleções da marca dessa vez acontece de forma mais séria, adulta, cosmopolita. A marca investe na tecnologia com roupas que vão da passarela direto para o guarda-roupa masculino, sem modificações ou limpezas. A base da coleção é um futuro mais pé no chão com calças em couro, estampadas de um camuflado em forma de pixel, de tecido resinado e até em versões metalizadas.

São bons também os casacos com construções mais elaboradas em lã fria e couro que ganha até versão em matelassê. O shape é mais ajustado, mais colado ao corpo e padronagens como xadrez acontecem em alguns momentos da apresentação. A marca aposta na máxima que diz que se em cima os casacos criam volume, a parte de baixo vem mais seca e até leggings estampadas são desfiladas.

O tricô vem em verde e no cardigã listrado com fio lurex que dá um brillho discreto à peça. Na camisaria a Reserva se livra de aberturas e tudo é bem fechado culminando na gola rolê que acontecem em vários looks. É uma boa mudança na marca com uma moda mais focada no comercial e que acontece sinalizando momentos de seriedade, agradou muito.

Por André Chaves

Carlota Joakina 23/01/10

Camila Bertolote, que agora assume a criação da Carlota Joakina, emprestou de seu talento boas novidades para a marca. Sai aquela estética esporte/futuro e entra um romantismo que casa perfeito com a marca-mãe, a Glória Coelho.

Inspirada pela forma das flores a estilista toma para si a leveza e a fluidez que acontecem em vestidos de comprimento mais curto e no trabalho das mangas mais bufantes. Há também um bom trabalho de texturas em losango que viram casacos, vestidos e saias. A marca trabalha também as flores em texturas que acontecem numa só peça usada com meias que levam raízes estampadas.

Na tentativa de ousar nas formas a estilista não se saiu muito bem nos vestidos finais porém essa escorregada não interfere no trabalho do conjunto do desfile com peças mais comerciais e fáceis de usar. Deu certo a nova proposta para a marca.

Por André Chaves

Isabela Capeto 23/01/10

Se Isabela Capeto em suas últimas coleções, tem criado imagens mais limpas, nessa ela volta a carregar com força no styling e enfeite de suas peças. A estilista trabalha bem o que se propõe a fazer, sabe a medida certa do shape que sua clientela gosta, assim como desenvolve seu trabalho em cima dessa já adquirida sapiência.

Os vestidos, que acontecem míni nessa temporada, nas mãos da estilista vão até o joelho, para dar um exemplo. Ainda há espaço para bordados em jaquetas e calças, transparências, recortes, aplicações de tachinhas, babadinhos e uma infinidade de elementos que Isabela toma para si. Ainda assim acharia mais válido as peças avulsas dos looks construídos para a passarela que muitas vezes ficaram over e pesaram.

Por André Chaves

Shout-se! 22/01/10

Se o tempo entre cada edição da festa Shout! aumentou um pouco, a qualidade de atrações e boas ideias acompanharam esse tempo para a festa que fez e faz sucesso entre o público carioca em todas as locações em que já passou como o Arpoador e Copacabana, assim como as boas atrações como o Digitaria. Nesse sábado os produtores Raoni M, Lou Lou Chavarry e Madjer Goulart prometem mais uma Shout! com locação nova e ótimas novidades.

A primeira é a expo-intervenção que reune um bom time de artistas em uma antiga fábrica de chocolates no Santo Cristo com intervenções, fotografia, pintura, vídeo-arte, peças, pequenos shows de música, grafite e stencil. A entrada para o espaço é grátis e o mesmo ainda conta com bar e um refeitório onde serão vendidos soft drinks e comidas vegan respectivamente. Confira aqui a montagem dos trabalhos e um pouco do que essa trupe nos prepara.

A festa acontece no Centro Cultural Veneza e quem passar pela expo-intervenção, ganha uma pulseira que dá direito ao desconto na bilheteria da festa, pagando o preço mínimo a noite toda. Ou ainda na moderna lista amiga criada para conferir atrações como o inédito Live Show do atual trio paulistano Killer On The Dancefloor, Bo$$ in Drama, as meninas Go East Sol e Maria, R.Sigma, Daniel Hunt da banda Ladytron, Bernardo Campos (Nano Hours) e Yugo (osritimosdigitais) e ainda a banda Glass and Glue.

Símbolo eterno da antiga fábrica de delícias

Por Jovian Vianna

Lino Villaventura 22/01/10

Lino Villaventura é um dos poucos que pode ser chamados de estilista, o criador concebe produtos e imagens tão belas que nomenclaturas, nesse caso, são completamente obsoletas. Nessa temporada as mulheres são pássaros e os homens são os observadores dessa espécie criada por Lino. Mas nada é tão literal, não espere por penas e plumas.

O artista observa movimento de asas, volumes são criados como se fossem um bater de asas, a plumagem brilhate de alguns animais acontecem em alguns looks com brilho e até no patch em tiras de veludo direto do Marrocos. Fora tudo isso existe o belo trabalho artesanal que torce, retorce, trama, destrama, enrosca fios de organza, seda, tule com fios brilhantes criando assim uma tela. Os homens ganham shape mais solto com calças folgadas e camisaria estampada, nada que Lino já não tivesse apresentado antes, mas dessa vez a bossa é mais solta, mais relaxada com cara de passeio na floresta.

Os sapatos dão um show à parte com penas e plumas enfeitando saltos que são mais considerados arte do que elementos do vestir tamanho o trabalho de bordado e decoração. Os vestidos que beiram a fantasia, nessa temporada ganham momentos mais pé no chão. Uma boa sacada foram as meias reuzentes em tecido metalizado em cores como uva e verde, fizeram a diferença com os looks em sua maioria em preto. Os chapéus imitavam bicos de pássaros e eram extremamente lindos, mostrando mais uma vez que Lino Villavenura sabe criar boas imagens com sua moda/arte.

Por André Chaves

Wilson Ranieri 22/01/10

Wilson Ranieri se desdobra na alfaiataria para o inverno 2010. O estilista se vale da moulage para criar volumes leves em suas peças e cria estrutura a patir do bom corte da alfaiataria. Repuxos e costuras usadas pelo estilista acabaram virando um meio de enfeite às peças criando pences e texturas repuxadas.

O uso de um tecido de estética mais plástica modernizou a coleção e acontecem em ótimas saias, camisetas e jaquetas. O estilista poderia ter investido mais numa estética lingerie que acontece no último vestido que fecha o desfile. Vale as assimetrias nas alças de camisetas. Ainda que baseado na sua zona e conforto, algumas peças em alfaiataria parecem confusas demais, de repente uma silhueta mais limpa facilitaria o caminho. É algo a se pensar.

Por André Chaves