Responsável por ótimas expos que trabalham muito bem com a memória afetiva, material ou não da história do Brasil, além de locação para um dos melhores festivais de cinema do Rio de Janeiro – Recine, que completa 10 anos esse ano e rola entre os dias 7 e 11 de novembro com temática sobre a influência da cultura italiana no cinema brasileiro.
O Arquivo Nacional abriga em suas galerias até o dia 26 de agosto um importante acervo envolvendo um dos momentos mais marcantes do nosso país: o Golpe de 1964 e a Ditadura Militar que esmagou sonhos, vidas e outras importantes saídas para o desenvolvimento correto e do bem que o Brasil poderia ter construído.
Registro de uma guerra surda é dividido em módulos começando com o golpe já citado, os Atos Institucionais e o fechamento do Congresso Nacional, passando pela repressão e censura cultural, jornalística e de expressão e suas reações como greves, manifestações, luta armada até a face pública do regime e sua propaganda estritamente patriotista e milagrosa até a total abertura e anistia política culminando nas tão conhecidas diretas já. Tudo isso com uma ambientação incrível criada pelos grafiteiros Mario Band´s, Rine e Walter Alvez.
Todo esse trabalho está atrelado ao projeto Memórias Reveladas que une em seu banco de dados um importante acervo difusor de informações documentais sobre as lutas políticas no Brasil nas décadas de 1960 a 1980 e até uma divertida mídia que te leva por exemplo na rota das passeatas estudantis.

Construção da Ponte Rio-Niterói - Milagre econômico?
A expo ainda conta com uma mostra audiovisual na cave do Arquivo Nacional, paralela à exposição. A próxima sessão rola no dia 28 às 17h no auditório com a exibição do filme “Cidadão Boilesen”, do diretor Chaim Litewski, documentário clássico no assunto e imperdível para os que ainda não conhecem a história do dinamarquês naturalizado brasileiro Henning Boilesen.

Cálice de Gilberto Gil e Chico Buarque: totalmente rasurada e censurada