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Ask The Dust - moda, cultura, comportamento

Salinas 31/05/11

O Rio de Janeiro e sua bossa foram o tema central do verão da Salinas. Isso, na marca, se traduziu em estampas em preto e branco que se inspiram no tradicional calçadão carioca e no ótimo perfume praiano nos adornos de cabeça como os ótimos chapéus-boné. O beachwear é um capítulo à parte.

Lenços estão presentes na coleção sugeridos em amarrações de biquínis e alças removíveis. Enquanto a modelagem da praia acontece pequena e com ótimas cavas decotadas nos maiôs, as saídas de praia ganham formas amplas em peças como saias, mídis e longas, macacão solto e vestido longo com trabalho de patchwork de diferentes estampas da coleção. O caleçon aparece usado com ótima camisaria ampla. Entre boas estampas, como a das borboletas que olhando rápido lembram florais, e modelagens mais retas e quadradas a Salinas fez uma apresentação apostando no decote de coração para tops e na sobreposição de tule estampado nas peças que vão da areia para o asfalto.

Totem 31/05/11

Pode-se dizer, com certeza, que Yamê Reis fez uma reestruturação na Totem. A marca que não perdeu seu viés praia mostrou uma de sua melhores coleções com estilo e styling que dialogam de forma desejável.

O shape é solto e o clima é de resort com estampas em bleu blanc rouge ( azul, branco e vermelho ) nas calças capri e paletós largos. Mais fresca, a coleção ainda apresenta momentos de uma nova camisaria mais alongada e em versões transparentes que viram chemises interessantíssimos. Os desdobramentos das estampas acontecem em listras verticais em camisetas e vestidos longos. São deliciosos os looks de bermudas e camisaria com blazers ou os momentos em brilhos prateados em tecidos amassadinhos. Ainda no campo da camisaria está uma das idéias mais bacanas que flerta diretamente com o artesanal em renda com colarinho. Toque navy bacana em ótimas sacadas que não traíram a linha seguida pela marca e ainda conseguiu equacionar estilo e desejo.

Menos é + Gang Bang! 31/05/11

Depois de um verão com noites inesquecíveis por baixo dos arcos da Lapa com os redidentes Gustavo Tatá, Rafael RM2 e convidados selecionados para noites históricas, da última edição da Menos que rolou suave na nova locação da festa, Sandra Mendes esquenta você  e espanta esse frio com a Menos em parceria com a festa Gang Bang! na próxima sexta(3).

Residentes+Sandra Mendes

Os residentes Gustavo Tatá e Rafael RM2 convidam o DJ Alle Lucas para celebrar seu aniversário e em outra pista os DJs da Gang Bang Saulo Laudares, André Amaral e Ícaro dos Santos completam a noite. Isso tudo em um lindo sobrado na Lapa com área para fumantes, estacionamento em frente (R$10) e ainda os ótimos drinks MENOS.

Mande seu nome para lista amiga até às 21h do dia do evento para festamenos@gmail.com ou responda com NOME COMPLETO para promo@askthedust.com.br até quinta-feira  pra você MENOS É + OQ? A melhor resposta leva um par de convites.

Tipsy > Rua do Inválidos, 203 Lapa

Na lista amiga R$ 15 até 1 h e R$ 20 após. Sem lista R$ 30.

Pagamento da entrada somente em dinheiro, consumo aceita cartões.

Melissa por Gareth Pugh 31/05/11

Melissas por Gareth Pugh

Lembra que comentamos aqui sobre a parceria entre a Melissa e o designer britânico Gareth Pugh?? Ela foi revelada ontem no Fashion Rio no estande da marca e são essas da foto acima. Particularmente esperava um pouco mais.

Amanhã Gareth Pugh em pessoa estará no Fashion Rio para o lançamento oficial com festinha comandada pelo clã da Buati, José Camarano e Marcelo Argento. Gustavo Tatá, residente da festa comanda o som junto com Antonio Frajado e a stylist Marina Franco.

2nd Floor 31/05/11

Entre gregos e troianos salvaram-se todos nesse verão da 2nd Floor. O cavalo, presente grego para Tróia que acabou por destruir a cidade depois de uma guerra de 10 anos, revelou preciosidades contemporâneas e de um streetwear imediativo focadas nas pesquisas da indumentária grega clássica.

Assim o jeans de DNA 100% da marca filha da Ellus dessa vez acontece em lavagem sky bleach em tom clarinho quase branco nas formas justas de calças skinny e jaquetas. Estampas floral  bicolor apareceram tanto no feminino quanto no masculino e na maioria das vezes em tons de amarelo, azul e pink fazendo contraponto com o preto. Plissados foram usados em saias e em alguns momentos adornando peças como vestidos em versão de recorte solto. A camisaria ganha destaque pelo ótimo trabalho de formas transpassadas. O trabalho de bordado aparece no feminino com motivos gregos em preto e azul além da estampa de mesma tonalidade que imita escama de peixe. E se o mar é ponto forte da temática rega adotada nada mais justa a proposta de sobreposições de camisa de trama de rede no masculino. Bem editada e desejável a 2nd Floor fez um desfile jovem com muito apelo fashion e ainda assim focada no comercial mostrando que moda jovem nao é e nem pode ser encarada como bobinha.

Patachou 31/05/11

O edifício Biarritz localizado no Rio de Janeiro exalando seu perfume Déco foi o ponto de partida para o verão da Patachou. A marca focou nas formas formas mais soltas na parte de cima e justas embaixo na maioria dos looks apresentados.

O melhor e o que pareceu a maior preocupação da marca foi na decoração de sua coleção. Estampas em arabescos interessantes, bordados da mesma tonalidade das bases e bordados em miçangas foram o ponto forte da coleção que teve no piquê o seu maior aliado formando calças, saias, vestidos e camisas. Falando nelas, a camisaria chega bem elaborada num trabalho de comprimentos e shapes mais atuais. Os poucos momentos monocromáticos como no vestido verde chamaram a atenção. A mistura de estampas em uma mesma peça foi feita com tanto apuro e bom gosto que em nada ultrapassa limites e em nenhum momento cai nas garras da poluição visual. Momentos fluidos em vestidos, calças e camisas que lembram lenços de estampa bem simpática em shape mais molenga. Infelizmente a riqueza do trabalho bordado só pode ser completamente apreciada de perto tamanha a riqueza empregada em algumas técnicas como o bordado do short branco na primeira foto acima que parece estampa mas não é. Um desfile correto com idéias urbanas para serem consumidas já mas que não apresenta nenhuma novidade de tirar o fôlego.

Melk Z da 31/05/11

Melk Z da se renova nessa temporada e se inspira nas infinitas possibilidades das folhagens. Essa mesmoa folha natural vira inúmeros elementos durante sua apresentação em viés branco, em camadas fotografadas ou em recortes de tecidos.

O branco serve de fundo para a maioria das peças salvo os estampados que saíram das linhas observadas nas folhas que deram um tom étnico ao desfile. A camisaria ganha shape mais solto em manga bufante, os vestidos curtos chegam com construções complicadas e a alfaiataria ganha um toque todo especial em versão orgânica. Textura amassada divide espaço com lisos estampados onde o estilista consegue se manter fiel ao seu DNA artesanal de forma única. Atenção para as folhages em tons avermelhados e esverdeados que fazem uma espécie de babados sobrepostos nas peças. O uso de pastilhas plásticas coloridas alegrou vestidos brancos como o de shape reto e estruturado formando um belo mosaico de listras.

Acquastudio 30/05/11

Focada no cubismo a Acquastudio deu seu já habitual show no campo das formas. Dessa vez explora não só longos e volumes mas também passeia por geometrias hexagonais, triangulares e quadradas.

Essa mesma ênfase aparece nos bordados em 3D triangulares que apesar de poucos momentos chamaram a atenção para uma nova forma de explorar a técnica. O volume foca em quadris e ombros estruturados ora puros, ora adornados por franjas além da dobradinha brilho/ fosco. Vestidos construídos a partir de sobreposições de camadas de tecidos recortados e esvoaçantes formavam longos e mídis. No artesanal, além dos bordados estão os tecidos feitos artesanalmente em teares que dao um show de aspecto mais rústico em contraposição com a temática festa da marca. Mondrian é homenageado em estampas gráficas de quadrados em novos tons esmaecidos e paetizados propostos pela marca. Acessórios como clutch em madeira e arcos que terminam em grandes chifres preto e branco deram um tom mais conceitual ao desfile.

Alessa 30/05/11

Ao falar de relíquias e em particular de sua coleção de muranos e espelhos veneziano Alessa conseguiu o mote para o que mais gosta de fazer, focar na decoração em estampas e, mais atualmente desde a temporada passada, o uso de brilhos em pontos específicos ou em tecidos paetizados.

Isso aconteceu na maioria das peças que, se não eram bordadas ganhavam o brilho do seda. Assim, caftans acontecem com estampas que nada mais são do que fotos em still de peças de murano além de fazerem as vezes de raios solares. Os vestidos são o ponto alto e Alessa trabalha formas variadas que vão dos lânguidos tubulares, passando pelos de saia godê e terminando nos enviesados com repuxos e leves drapeados. A estilista ainda apresentou peças com um misto bacana de cores entre azul e roxo em tecido que em muito lembra o veludo, mas que com certeza passou por um novo processo em seu acabamento final. Encerrando sua apresentação estão uma série de wearable art que chegam em bodies de tule rebordados por flores de plástico. Atenção especial para a armação de óculos de estilo nouveau feitos em parceria com a Lunetterie.

O Homem Ao Lado 30/05/11

Veja o Trailer

A primeira cena já conquista. Uma parede: metade clara, metade sombreada. Um homem bate com um martelo na metade escura. Logo se percebe que são duas faces de uma mesma parede, pois na metade iluminada começa a surgir um buraco, consequência natural daquela ação. Ação e reação no mesmo quadro. Verso e reverso. O que vai, volta.

É assim, logo de cara, que o conflito do filme é exposto: o vizinho (Victor) quer construir uma janela em sua casa. O problema é que sua construção será feita no muro que divide com a casa ao lado. Ele diz que quer apenas “uns raiozinhos de sol”. O vizinho atormentado (Leo) diz que construir uma janela na divisa entre as duas casas é ilegal, no que o outro rebate perguntando porque ele não reclama das janelas do prédio à sua frente através das quais um número considerável de pessoas pode observá-lo.

É um questionamento intrigante também para quem assiste. O filme todo, portanto, aborda o tema da privacidade. Até que pontos estamos tranquilos sendo observados ou não? Ou melhor, até que ponto percebemos esta invasão de olhares? A casa de Leo (que é um designer renomado) é toda em estilo moderno, grandes janelas, espaços grandes, tanto que é uma referência para as pessoas que visitam aquela cidade, que param na sua frente para tirar fotos, como se fosse um cartão-postal da arquitetura.

É interessante como o diretor trata da questão da janela, não só como objeto físico mas também das “janelas dos programas de computador”, “janela (recorte) da câmera”. Em uma cena na qual o Leo está avaliando seu site feito, todo o quadro é preenchido pelo site, ouvindo apenas os comentários dos personagens. Em outra, ele está filmando uma reunião com amigos e toda a cena é vista através da câmera utilizada pelo personagem.

Vou abrir um parênteses aqui para uma cena me chamou atenção por motivos bem pessoais, na qual retrata alguns vícios e problemas do documentário. Leo está sendo entrevistado e a entrevistadora pede para que no início de cada resposta seja inserida a pergunta, pois o material vai ser editado e a voz da repórter não pode aparecer. A gravação “perfeita” também pede uma entrevista sem barulhos, difícil de controlar quando se tem uma obra bem ao lado. Como trabalho com documentários, sem bem o que é isso. Nos meu último trabalho (“Real”, em finalização) deixei essas preocupações de lado e tentei abraçar aquilo que está acontecendo daquele jeito. Se tem um barulho durante a entrevista, que seja. Se tem um papagaio cantando no quintal da pessoa, como posso pedir para o entrevistado – que já está sendo invadido por uma equipe de cinema – mandar o bicho calar a boca ou escondê-lo para minimizar o ruído? A essas e outras preocupações estéticas do documentário tenho tentado deixar de lado e absorver o acontecimento tal como ele se apresenta naquele momento, com todas as intervenções que a situação permite ou não.

Voltemos ao filme. O dilema dos dois vizinhos possui uma certa dose de bizarrice. O roteiro é inteligente e certas frases – ou talvez mais a forma como os atores as interpretam – chegam a ser impagáveis, como “necessito de um pouco do Sol que você não usa”.

O filme também brinca com o som em vários momentos. O casal está assistindo um filme e ouve-se o som de uma batida. “O subwoofer desse home theater é ótimo”, comentam. Logo percebem que as batidas não só são “tão reais” como vêm do próprio vizinho e sua polêmica obra. Risos. Isso é o humor sutil do cinema brincando com o cinema.

Vá assistir. Vale a pena pagar 15 reais para dar umas risadas involuntárias com um filme de qualidade. É um filme que dá muito o que falar e pensar.

Nota: as salas de cinema do Espaço Laura Alvim são as piores. As projeções são prejudicadas pelo fato da luz da cabine ficar acesa, causando uma imagem “lavada”, clara, imperfeita. Em salas maiores este fato pode até ser aceitável, mas a interferência vai depender do tamanho da sala, e no caso das salas do Laura Alvim, elas são pequenas, e aquela luzinha acesa complica e atrapalha. Só vou lá novamente se eu realmente não tiver outra opção.

Rio Moda Hype – Bloco 02 30/05/11

Martins Paulo


Martins Paulo festeja o trabalho de Beatriz Milhazes se inspirando nos círculos onipresentes em suas obras trazendo uma explosão de cores para seu verão. O estilista, nesta edição, amadurece seu apuro para as formas que acontecem circulars com múltiplos recortes em diferentes tecidos. A transparência é parte importante construindo longos amplos de estética estruturada. Sobreposições de mangas e máxi colares inspirados nas formas de quadros da artista só acrescentaram á apresentação da marca. Os curtos, vestidos e macaquinho, ganham elementos de volumes que tira, de cara, a noção coletiva do formato costumeiro da peça apresentando assim uma ótima coleção.

Lucas Magalhães


As técnicas de pintura e colagem de Roy Lichtenstein foram bem traduzidas na coleção de Lucas Magalhães. Melhor ainda quando essas referências são diluídas e servem apenas como ponto de partida que na passarela do estilista acabaram por formar vestidos em patchwork de diferentes padronagens desenvolvendo uma estética que passeia pelo étnico. O mesmo acontece com os vestidos em seda que fecham desfile. A fluidez adquirida e que se solta do corpo é um belo exemplo do frescor proposto nesse verão por Lucas e o estilista brinca com diferentes elementos numa mesma peça como é o caso das magas que variam em um mesmo look. Boas idéias, boa execução e um verão delicioso e requintado.

Branchée


A coleção teve em Nossa Senhora do Vestidinho sua padroeira. Explico: a estilista Carolina Herszenhut criou toda uma religiosidade para esse verão focado numa santa protetora das fashionistas. A temática, até que simpática, poderia ter sido melhor explorada pela marca que na verdade focou mais numa latinidade evidenta na explosão de cores e construção de peças. A saia de cintura alta feita a partir de fitas não funcionou mas a estilista sai pela tangente em momentos fofos como as sobreposições de saias godê e com o styling de Felipe Dornelles que se valeu de cintos feitos a partir de cordas. Os melhores vestidos acontecem curtos e em versão saco.

Soddi


Em uma ótima releitura de peças características do vestuário indiano a Soddi fez, mais uma vez, uma ótima apresentação mostrando que moda masculina pode sim ser diferenciada. Nessa estação o frescor de tons cremosos e elementos como fendas e decotes dialogam com o verão quente que temos aqui no Brasil. Sobreposições espertas e contemporâneas em algodão e estampa de efeito machado garantiram o tom de mais uma coleção certeira da marca bahiana.

Dobra


A Dobra se inspira nos artsyfreaks, pessoas que tem necessidade de se expressar divulgando a cultura artsy-urbana. O que acontece é que em alguns momentos essa fusão apareceu poluída visualmente na passarela da marca. Bons momentos estão na capa em plástico estampado, no vestido “embrulhado” por tule e nas estampas quando se pensadas sozinhas ( a camiseta roxa com estampa preta é uma graça ). Ainda assim a marca exercita modelagens e construções de looks que podem caminhar por justos e largos, retos e volumosos. A técnica do batik foi um sopro de frescor à coleção.

Rio Moda Hype – Bloco 01 30/05/11

Akihito Hira


A coleção Botanist de Akihito Hira e Júlio Cesar Andrade foi a temática perfeita para os estilistas ousarem nas formas. Assim um mimetismo singular perfumou todo o desfile transformando camisas em bermudas, paletós em coletes em um ótimo trabalho de modelagem de shape mais solto em tecidos mais leves em algodão. A alfaiataria segue como ponto forte da marca que, bem trabalhada, exibe uma nova proposta para essa temporada com inovações válidas como recortes nos ombros e assimetrias.

Janiero


O forte da marca são as lingeries mas nesse verão as mesmas flertam diretamente com o becahwear. Muita transparência e mistura como as peças e lycra com aplicação de tricô. O colorido do tradicional festival Hidu, Holi foi o ponto de partida para a palheta da marca que apresetou tons como rosa, laranja, amarelo e azul em contraposição do preto fazendo a base das peças. As melhores idéias estão nos tops, maiôs e sutiãs cheios de recortes e sobreposições transparentes.

Velt


Masculino usável que dialoga a relação dos uniformes de trabalho com uma pegada de streetwear. Dessa simbiose acontece o utilitário presente nos bolsos de calças e bermudas caracterizando o ponto forte da apresentação da marca. A camisaria ganha recortes de cores e as t-shirts estampas que passam batido. Comercial até dizer chega, é o tipo de moda masculina que poderíamos perfeitamente ver pelas ruas.

André Lucian


André Lucian dosou muito bem o preto de sua coleção de verão com momentos bacanas de transparências conseguidas pelo tramado utilizado em vestidos e macacões ou pelo tule fininho. O couro está presente e vira recortes nos ombros de algumas peças ou tops que acabam por virar vestidos com panejamentos em chiffon de seda. É uma moda séria, com deslocamentos de decotes e experimentações nos campos das formas que se opõem entre justa e solta.

Sann Marcuccy


Assim como na marca acima, o preto foi ponto forte da coleção de Sann Marcuccy que também se valeu das transparências, e aqui elas acontecem em sobreposições e recortes que evidenciam o corpo até chegarem em tecidos vazados, pontuado por acessórios dourados. Franjas acontecem aqui e ali em saias e calças de cintura alta e no masculino está presente o lurex em camisetas mais soltas. A novidade, portanto, está na última entrada masculina com bermuda feita a partir de sarja polimerizada artesanalmente com estrutura rígida e transparência empapelada que não deve acontecer nas ruas mas que foi bem condizente com a proposta da marca provando que o preto também pode ser usado no verão.

 

Senac Rio Fashion Business: Caminhos 30/05/11

Uma ode ao tropicalismo. Assim começou e encerrou a edição de verão 2012 do Senac Rio Fashion Business desfilando marcas prontas para atender essa demanda proposta pelo evento. Nas passarelas vimos quase todas as funções que são cabíveis ao mercado têxtil brasileiro além de um resgate de símbolos agregados à nossa cultura artesanal. Vamos repassar aqui alguns tópicos que mais apareceram durante essa semana de desfiles.

Afghan, Victor Dzenk, Lix e Mary Zaide

° Anos 70 – A década do lema “Paz e Amor” invade a temporada em peças como pantalonas de bocas bem largas e vestidos longos, fluidos e espaçosos. Tudo isso temperado com muita estampa.

Barbara Bela, Lix, Patricia Vieira e Sta. Ephigênia

° Franjas – Decoração imediata para essa temporada ela se desdobra em todas as suas formas de existência podendo acontecer com miçangas exalando tempero étnico ou dando movimento inspirada nas franjas das melindrosas.

Maria Filó, Giulietta, Addict e Afghan

° Cores de sorvete – Pink, verde, azul, amarelo e principalmente o laranja ganhamtons leitosos e se configuram nas matizes que lembram sorvetes. Tudo é colorido sem ser excessivo.

Barbara Bela, Sacada, Maria Filó e Sacada

° Plissado – Responsável por movimentos e volumes, os plissados dessa temporada invadem saias, camisas e até calças! Nada de tecido reto, invista na textura em ziguezague.

Sacada, Cavendish, Carlos Miele e Afghan

° Crochê – Uma boa reminiscência do artesanal hippie da década de 70. O crochê da temporada não tem nada a ver com os “paninhos de mesa da vovó” e nessa temporada assumem a posição ocupada pelas rendas.

Afghan, Lix, Sta. Ephigênia e Cholet

° Estampas – Florais, folhagens, animal print… separadas ou em versão tudo junto e misturado. O cuidado com o clash de estampas se faz necessário nessa temporada pois é fácil fácil acabar com um visual poluído. As listras, santa Prada, também deram o tom nas passarelas e prometem acontecer em diferentes gramaturas e cores.

Oh, Boy!, Carlos Miele, Cholet e Mara Mac

° Macacão – De shape solto, fresco e pronto para  verão. Pense duas vezes antes de escolher um vestido e invista no macacão em tecidos leves.

Top 5 Senac Rio Fashion Business

Sta. Ephigênia

Sacada

Barbara Bela

Giulietta

Maria Filó

Senac Rio Fashion Business: Impressões 28/05/11

Addict 27/05/11

Meninos, preparem-se! Tons como rosa, amarelo e verde explodem em cores a única marca masculina dessa edição do Senac Rio Fashion Business, a Addict do grupo Sacada.

Jim Morrison, Janis Joplin e companhia estampam as camisetas da marca que chegam com shape mais largo e silhueta alongada usadas com bermudas mais curtas. Rompante de alfaiataria acontece esperta em tecido estampado com esses mesmo ícones da música em preto e branco. A técnica dip dye resultou numa soma para o estilo da marca iniciante contemporaneizando a estética masculina e disseminando um perfume street.. Para os menos liberais há opções em neutros como o branco ou o preto. O DNA típico carioca está visivelmente ressaltado numa coleção que não inova mas que se presta a fazer um bom trabalho sem pretensões mais elevadas.

Oh, Boy! 27/05/11

Girlie até dizer chega, a Oh, Boy! mostrou que seu verão será feito de peças fáceis e rápidas de serem consumidas por sua clientela. Os melhores momentos estão nas camisarias e nas pantalonas que formatam o estilo boho proposto pela marca.

Numa época em que se dialoga tanto sobre balneários, foi estranho não termos vistos tantos xadrezes vichy nas passarelas até agora, de repente foi a compensação da profusão de listras que temos visto. O vichy da Oh, Boy! tem design grande daqueles que em nada se parecem toalhas de mesa de cantina italiana, em vermelho e branco construindo short e vestido. O flower power foi usado com parcimônia pelo estilo da marca que ainda surpreendeu com peças como tops de recorte lingerie e hot pants em ouro envelhecido (??). Sem o refinamento de sua marca mãe, a Sacada, a Oh, Boy! se mostrou mais focada num comercial de fácil acesso e assimilação.

Sacada 27/05/11

Rejuvenescida, a Sacada apresentou uma das coleções mais significativas em termos de pesquisa artesanal. Isso está evidente no uso de micro flores em dourado que bordam  algumas das peças além do ótimo trabalho em crochê que modernizou o viés da técnica.

De comprimentos que vão do mídi ao longo, a marca apresentou vestidos de formas mais amplas além deboa dobradinhas de t-shirt cropped + saião. As transparências são tão usáveis em recortes listrados ou em estampas florais trazendo frescor à coleção. A temática dos anos 60 e 70 não pareceu caricaturizada na Cavendish o que saltou aos olhos num misto de contemporaneidade e pesquisa de imagem. Ótima edição de moda e trabalhos riquíssimos, como o couro perfurado, estamparam um status desejável á marca.

Afghan 27/05/11

Seria, na minha opinião, mais coerente chamar a coleção de verão da Afghan de tropicalismos do que a temática que resultou no resumo da coleção sob o título de Origens. Música brasileira da boa com trilha assinada pelo DJ Rafael RM2 deu o tom da coleção que abraçou com força as pantalonas nessa temporada em versões lisas e estampadas ( e lê-se bem estampadas ).

Ainda que profusa a estamparia não poluiu a evolução da Afghan onde os melhores momentos estão localizados em peças como camisetas que ganham desenhos de frutas e folhas. Recortes de lingerie refazem camisetinhas justas e charmosas em floral vistoso além da renda que não assume caráter romântico, passeando pelo campo artesanal com A maiúsculo. Ela ( renda ) foi responsável pelos vestidos e saias que somaram ás propostas de sobreposições da marca. A pantalona de cós clochard tem pegada praiana e promete passear pela orla carioca nesse verão com tecido mais encorpado. Moda despretensiosa mas cheia de hits imediatos.

Barbara Bela 27/05/11

O segmento festa tem conseguido no campo artesanal as melhores invenções e inovações. Barbara Bela é um exemplo disso enxotando a monotonia, e muitas vezes “cafonices”, dessa fatia de mercado com sua moda festa pra lá de conteporânea. A Art Déco foi o mote desse verão na construção de geometria com fitas de cetim cortadas a laser em vestidos justos ou nos bordados sobre tule nude.

No melhor dos anos 20, a cintura é rebaixada e as franjas que aparecem em saias e vestidos dão o toque charleston ( dança típica da década )  às peças com movimentos sinuosos. A camisaria em georgete fininho se inspira nos cardigãs transpassados usados com saias lápis.O pissado aderiu leveza em saias godê recortadas o que não datou, de cara, a coleção.  Brilhos na medida certa em ótimo trabalho de bordado geométrico, estampa certeira fazendo as vezes de trançado e color blocking poderoso garantem sucesso em qualquer festa.

Cavendish 27/05/11

Nessa temporada a Cavendish se apresentou de forma mais jovial. Isto está evidente, além dos vestidos curtos, na escolha feliz da cartela de cores e das propostas de looks da marca.

Casaquetos usados com bermudas e t-shirts em crochê convivem com ótimos vestidos curtos em foil reluzente com bordados que só aregaram a marca. Os longos estampados são mais soltos do corpo e, com tecidos encorpados, chegam em formas mais amplas da mesma forma que os macacões. Em ótimos momentos estão as peças listradas que fogem do que temos visto ultimamente e parece adotar um DNA próprio da marca.